Dicas




Tem algum amigo ou familiar que faz terapia?  Então este texto é pra você! ;)


























Por mais autoconhecimento, por menos preconceito às terapias, pelo fim da psicofobia.


Se você apoia essa pessoa e participa da vida dela simplesmente com a sua presença ou dividindo todos os momentos, então o seu amigo ou familiar é uma pessoa de sorte!

Mas mesmo assim, muitos dos que estão lendo este texto já devem ter perguntado: “Você vai fazer terapia?! Pra quê?!”


Decidir fazer uma terapia, exceto para um número reduzido de pessoas,  não é um movimento fácil por alguns motivos. Vou citar só dois:


- Primeiro: preconceito. Tabus e informações equivocadas do que realmente é uma terapia. Por desconhecimento, infelizmente várias pessoas ainda pensam que terapia é pra quem está muito desequilibrado, não está muito…. “normal”.

E o que é normal? Pense bem. Lá no fundo, bem no seu íntimo, naquele lugar escondido que só você sabe que existe, não tem uma característica, um pensamento, um sentimento meio… diferente ou estranho? Então, o que é normal? Normal vem da palavra normatividade, de norma, regra, padronização. Será que dá pra aplicar esse termo “normal” quando se trata de pessoas?  Existe um parâmetro único, ou alguns poucos,  para classificar pessoas? Não me refiro a transtornos, que são da área psiquiátrica; não me refiro a patologias. Me refiro aos desequilíbrios do dia-a-dia, das oscilações emocionais que temos mas, de forma mais intensa. Aquelas que sabemos que não estamos atuando da forma como podemos atuar. Oscilações que atrapalham e comprometem a nossa performance, os nossos relacionamentos. Provocam angústias, medos, desconforto, baixo rendimento, insatisfação, infelicidade, baixa energia, desesprença.


- Segundo motivo: pelos nossos próprios obstáculos (defesas). Lidar de frente com as nossas dificuldades, com aquelas características que não gostaríamos de ter, de perceber que temos limites e provavelmente vai ser muito difícil ultrapassar determinadas condições, não é fácil pra ninguém!


Só por esses dois motivos, vencidos por quem resolve fazer uma terapia, o seu amigo já deveria receber toda a sua consideração, e menos a sua possível irritação. E também o entendimento de que, se ele tomou a iniciativa, há algo na sua vida que ele quer entender e melhorar.



“Tudo que nos irrita nos outros pode nos levar a uma compreensão de nós mesmos.” Carl. G. Jung



Se essa pergunta fosse feita à mim, “Você faz Terapia?! Pra mim não funcionou!”

eu sinceramente incentivaria você a buscar outras práticas terapêuticas. Porque assim como existem pessoas diferentes, também existem terapeutas e terapias de todos os tipos para todos os perfis. Mas, talvez para o seu amigo esta funcione melhor. Respeitar a opção dos outros é também aceitar as diferenças.


E se você é um daqueles que perguntam “Você AINDA está fazendo terapia?!” saiba que mais pressão não ajudará o processo dele. Todas as pessoas fazem o melhor que podem no tempo que conseguem. E muitas delas já se pressionam muito por um resultado. Rever posturas e assumir para si mesmo o que somos ou como estamos pode ser um processo lento em alguns casos. Cada um elabora e reconhece em si as suas próprias situações no seu tempo, dentro da sua condição e na sua maneira de entender e se relacionar com o mundo. Respeitar o tempo dos outros e o tempo do acontecimento das coisas não é só demonstração de paciência e aceitação, é principalmente sinal de equilíbrio e consciência.



Todas as terapias, a grosso modo, tendem a voltar a atenção do indivíduo pra si, para a ressignificação do que até então traz como características. Só prestando atenção em si mesmo, revendo seus conceitos, suas verdades e suas atitudes é que é possível uma mudança. Se nesse período o seu amigo ficar um pouco autocentrado, focado em si, não dando a mesma atenção ao que dava antes, e você dizer frases do tipo: “Nossa! Mas como você está egoísta” ou “Depois dessa terapia você mudou muito, não é mais o mesmo”, saiba que a mudança é parte do sucesso da terapia. E pra mudar um padrão de comportamento só através de muito trabalho interno, da auto-observação e do autocentramento.


“Você não se torna iluminado imaginando figuras de luz, mas sim ao tornar a escuridão consciente. Porém, esse procedimento é desagradável, portando, não popular.” Carl G. Jung


E se seu amigo mudou tanto assim, será que antes ele pensava também em si mesmo? Ou levava mais em consideração os outros e considerava pouco a sua própria vontade?


As mudanças numa terapia, até para os desavisados, são inevitáveis. E  as vezes e por breves períodos faz o indivíduo ir de um comportamento ao oposto, para depois chegar num equilíbrio. Talvez porque o desequilíbrio era grande e ele provavelmente estava muito afastado do que seria natural para a sua individualidade. Talvez por ourros motivos..


O importante a saber é que ninguém deixa de ser o que é em essência nem antes, durante ou depois de uma terapia. Mas pode acessar em si outras características e descobrir outros comportamentos a serem adotados e optar, numa gama maior de situações internas, o que quer expressar ou assumir como sendo parte de sua autenticidade.

O auto-conhecimento numa terapia abre um leque maior de opções de como atuar na vida, escolher dentre muitas características aquelas que lhe falam à alma, aquelas que o indivíduo percebe que retrata quem ele realmente é. E por aí vai..


“Sua visão se tornará clara somente quando você olhar para o seu próprio coração. Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta.” Carl G. Jung


Por isso, tenha paciência nos processos que o seu amigo ou familiar passa num processo terapêutico. Se há amizade e amor entre vocês, então também há espaço para paciência e respeito pelo momento de cada um.


O autoconhecimento é um caminho especial para a saúde mental. E a saúde mental é provavelmente o melhor caminho para a saúde integral. Porque como o mestre fala,


“Eu não sou o que aconteceu comigo, eu sou o que eu escolhi ser.” Carl G. Jung



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