Ansiedade

O mal mais comum do mundo contemporâneo tem lugar na vida de quase todos nós. A partir do momento em que vivemos em áreas urbanas com as exigências de desempenho, competitividade, prioridades, sobrevivência, expostos a violência, etc, estamos fadados a viver períodos de grande ansiedade.  Isso, sem falar das crises existenciais.

O que se conhece hoje a respeito da ansiedade, mostra que geralmente se manifesta a partir da necessidade de adaptação e enfrentamento à determinadas situações.

O nível de ansiedade irá variar de acordo com as características de cada indivíduo. Como exemplo, para alguém que não se sinta sob pressão sendo avaliado ou testado essas condições não serão agentes estressores. Já quem não acredita que possa falar em público com desenvoltura e tranquilidade, o simples fato de verbalizar qualquer comentário num grupo pequeno de pessoas já é motivo para a manifestação de um número razoável de sensações e reações que caracterizam a  ansiedade.

Ela se traduz basicamente em sentimentos de medo, constrangimentos, nervosismo, tensão a partir de dúvidas quanto a capacidade de lidar com a situação. Esses sentimentos são pautados segundo a sua auto-estima, expectativa, segurança, características perfeccionistas ou no mínimo da auto-imposição de um elevado nível de resposta.

Essas emoções podem afetar o auto-controle  prejudicando a expressão verbal como alterações na voz e dicção, perda do foco, do entendimento do que está sendo comunicado, dificuldades em apreender informações  e aturdimento mental.

Algumas pessoas tem também reações físicas como palpitações, sudorese, boca seca, dificuldade para engolir ou sensação de "nó" na garganta, desconfortos gástricos ou intestinais como náuseas ou diarréias, elevação do ritmo respiratório, tonturas e tensões musculares generalizadas com ou sem espasmos.

Já que muitas vezes enfrentamos a ansiedade a partir de sentimentos e impressões que temos do meio, essas impressões não são concretas fisicamente, não são um alvo externo que podemos combater a partir do nosso campo de visão. A ansiedade hoje se estabelece misturada com o que pensamos sobre nossa capacidade de enfrentar e com o que supomos conhecer das nossas potencialidades. Se acharmos que não temos um bom nível de resposta, a ansiedade vai se estabelecer com mais potência, o comprometimento do sistema passa a ser maior e consequentemente a ansiedade aumenta. Em alguns casos, para uma patologia se estabelecer é só uma questão de tempo.


Níveis de Ansiedade

Mas existem diferenças entre a ansiedade considerada “normal” e a considerada patológica. A ansiedade considerada normal tem um nível não muito elevado de intensidade. Mesmo essas reações descritas acima não são reações de longa duração. E, apesar do desconforto de algumas sensações e o comprometimento parcial do auto-controle, a intensidade é moderada.

Na forma considerada “normal” de ansiedade toda a gama de sensações nos obriga a ficar em alerta para o enfrentamento das situações e muitas vezes provoca um certo crescimento na nossa capacidade de adaptação. Dessa forma, podemos adquirir mais auto-conhecimento sobre nossas capacidades e, aquelas situações que antes nos traziam desconforto, quando enfrentadas e superadas não causam mais as mesmas reações em nós.

Já na ansiedade considerada patológica há uma resposta contundente em intensidade e duração. É como se um alarme interno soasse ininterruptamente obrigando nosso corpo a permanecer alerta para o perigo. Uma gama enorme de funcionamentos fisiológicos entram em cena como a adrenalina, noradrenalina, pressão sanguínea, tensão muscular, atenção plena para qualquer reação exagerada, imediata e iminente por um longo período de tempo. Possivelmente esse organismo vai entrar em esgotamento. Ou seja, não haverá mais condição para a adapatação continuar acontecendo.

Com o esgotamento surge a fadiga, dificuldade na concentração, problemas na qualidade do sono, inquietação, poderá haver uma necessidade de controlar ao máximo as situações na tentativa de antever acontecimentos com expectativa de diminuir a preocupação excessiva e desproporcional.

Incluídos nos transtornos de ansiedade estão as fobias, fobias sociais, pânico, agorafobia, estresse pós-traumático e transtorno obsessivo-compulsivo (toc), este ainda com subdivisões.


Causas

Se supõe duas causas básicas para a ansiedade:

. Problemas na primeira-infância, como exemplo demora acentuada nos horários da amamentação, higiene e cuidados básicos da criança, proporcionando um desamparo psíquico; e

. Desequilíbrios químicos no organismo como falta acentuada de minerais e alterações hormonais.

De qualquer forma, essas causas ainda são especulativas.


Tratamento

Os tratamentos mais indicados para os transtornos ansiosos são as terapias que ajudam no relaxamento, no auto-conhecimento e no enfrentamento das situações. As terapias podem ser alternativas, psicológicas ou médicas de acordo com a intensidade da ansiedade e a natureza de cada indivíduo.

Os medicamentos são de grande ajuda e em alguns momentos fundamentais mas, somente para casos onde realmente haja a necessidade da diminuição dos sintomas e maior conforto do portador com ansiedade severa, para que outros tratamentos sejam estabelecidos. Do contrário, o mais indicado são as terapias que ajudem na compreensão e adoção de novos comportamentos.


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Informações importantes:

Florais não são medicamentos, são remédios para o autocuidado, de uso livre e sem efeitos colaterais (OMS).

As essências florais trabalham pelo equilíbrio emocional e mental dos indivíduos, atuando no corpo físico por conseqüência desta harmonia;

O tratamento com florais não substitui tratamentos médicos tradicionais ou vice-versa. 

As essências florais são melhor aproveitadas dentro de um tratamento terapêutico, embora a sua utilização circunstancial seja de grande benefício.

Nunca interrompa um tratamento médico sem a anuência do seu médico.


Comportamento e Enfermidades

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