Ciúme

Lírio_Amarelo

O ciúme é um sentimento natural, integra a nossa natureza. E em vários relacionamentos é considerado até um “tempero” já que deixa evidente que o outro não está totalmente conquistado.

E quando isso acontece há um impulso consciente de fazer o parceiro sentir-se valorizado e valorizar-se também diante dele. Nesse sentido, o ciúme pode ser muito bem-vindo nas diversas fases que um relacionamento atravessa, mudando a rotina e estimulando a intimidade e a cumplicidade.

Ele é um sentimento natural também do ponto de vista do medo, real ou imaginário, de se perder alguém que se ama. Dividir o amor de alguém, namorado, pais, amigos, etc, pode trazer sentimentos de não exclusividade, de não sentir-se especial ou amado, levantando o questionamento do valor pessoal.

Quando o ciúme é dirigido a objetos o entendimento é de posse e do significado que projetamos sobre eles. E também a projeção desses valores  sobre nós mesmos quando da posse desses objetos. Assim, qualquer que seja o objeto associado dessa maneira ao nosso ego, mostra que outros valores individuais muito mais importantes ainda não foram descobertos ou reconhecidos por nós mesmos.

A idéia aqui não é ser hipócrita. Sei o quanto um bom vestido faz “milagres” com a auto-estima das mulheres! Ou um objeto de valor conquistado através do trabalho traz a sensação de reconhecimento e conquista. A questão é quando se julga que só determinados objetos ou relacionamentos nos trazem valor.

 

Ciúme patológico

Porém o ciúme doentio é bem mais complexo do que apenas o medo da perda e as dúvidas quanto ao próprio valor. Quando ele se torna patológico, esse sentimento remete imediatamente a posse, a paranóia, a raiva, a dificuldade severa de reconhecer o próprio valor, e assim, deslocar o valor pessoal ainda não reconhecido para fora de si: “Sem ele (objeto ou pessoa) não tenho valor”.

Os sentimentos associados ao quadro patológico são exuberantes e desproporcionais, tornando muito difícil a vida do indivíduo que sente o ciúme e também dos envolvidos.

A paranóia no ciúme patológico é vivida pelo medo imaginário de sentir-se vítima de traição, perseguição ou conspiração. Na patologia, parece não haver muita diferença entre imaginar fatos e “automaticamente” já ter certeza do acontecimento deles na vida real. Delírios e fantasias de traição fazem parte do que esses indivíduos entendem por realidade.

Nesses casos, é freqüente haver uma característica compulsiva quanto a verificação dessas fantasias na vida dos envolvidos. Invadindo a privacidade de emails, correspondências, telefonemas, agendas e até perseguir os envolvidos ou contratar profissionais que o façam. As fantasias, muitas vezes bizarras, e suas verificações durante os acessos de compulsão, interferem negativamente na vida de todos os envolvidos e compromete de forma devastadora a qualidade desses relacionamentos.

Existem várias abordagens para tratar o ciúme patológico. Se você se identificar com as características descritas acima, fale com um profissional ou busque alguém de sua confiança que possa indicar algum. Apesar das características acima serem de consenso dentro de um quadro geral de ciúme patológico, cada pessoa reage de uma maneira. E nem todas as características quando apresentadas separadamente podem ser um indício desse quadro. Aliás, esse é apenas um texto que fala das principais características do ciúme patológico. Cada indivíduo é único e também deve ser absolutamente individual a maneira de entendê-lo.

A inveja é um sentimento muito próximo do ciúme mas, com algumas variações. A sensação aqui não é do medo da perda e sim, a frustração da não conquista. São sentimentos de comparação desfavoráveis em relação aos outros  sobre algo que outra pessoa conquistou ou tem. Consequentemente, há a sensação da  falta de  atributos pessoais por achar que não foi (ou não será) capaz de tal conquista. O ponto em comum é o valor pessoal, a baixa auto-estima e a raiva expressada ou não.
Em casos extremos e não tão comuns, a inveja também pode se tornar patológica mas, nesses casos, geralmente é associada a outros comportamentos de transtorno de personalidade.

Informações importantes:
. Florais não são medicamentos, são remédios para o autocuidado, de uso livre e sem efeitos colaterais (OMS).
. As essências florais trabalham pelo equilíbrio emocional e mental dos indivíduos, atuando no corpo físico por conseqüência desta harmonia;
. O tratamento com florais não substitui tratamentos médicos tradicionais ou vice-versa.
. As essências florais são melhor aproveitadas dentro de um tratamento terapêutico, embora a sua utilização circunstancial seja de grande benefício.
. Nunca interrompa um tratamento médico sem a anuência do seu médico.

  • 0

    Avaliação

  • Avalie

Compartilhar

Também pode te interessar