Blog: As Flores do Caminho

Imagem na Terapia Floral e na Psique

E aí, qual é a imagem que você tem de si mesma? Como anda essa percepção? O que você tem imaginado para o futuro? E os likes nas imagens que você posta?

A imagem ocupa um espaço muito maior em nossas vidas do que costumamos supor.

Para os terapeutas florais, a importância da imagem também se manifesta nos próprios conceitos dos florais, especialmente no que chamamos de gestual da planta, compreendido por sua forma, crescimento e função, observados fundamentalmente pela aparência.
Mas, para a psique, o papel da imagem é ainda mais profundo:
"Outro ponto que estabelece uma relação entre as teorias junguianas e a prática com as essências florais é o vínculo dos indivíduos com as imagens.

Para Jung, as imagens não são apenas formas de retratar a realidade com base no que é captado e interpretado pelos sentidos; tampouco se reduzem a manifestações criativas da imaginação ou a representações das fantasias.

As imagens são expressões fundamentais da psique, que é criativa, produz seus próprios símbolos e possui um movimento autorregulador. Ao desenvolver o conceito de arquétipos, Jung se referiu às 'imagens primordiais', pois compreendia que elas expressam ideias de forma muito mais ampla do que as palavras conseguem alcançar. As palavras limitam e não são capazes de revelar por completo uma ideia. Apenas por meio de metáforas, poemas e figuras de linguagem,  que, por definição, também envolvem imagens, é possível tocar aspectos mais profundos do significado."
No campo das essências florais, essa compreensão também se aplica. As imagens das plantas são parte fundamental da observação de seu gestual, revelando sua linguagem anímica. Parte dessa linguagem pode ser interpretada e representada racionalmente, mas outra parte só se revela através da simbologia de suas funções.

E, como todo símbolo, há sempre um conteúdo acessível à razão e outro que permanece inconsciente, como afirmou Jung ao definir o conceito de símbolo.

Flor

As imagens também são utilizadas como técnica de escolha dos florais na composição de uma fórmula. Alguns profissionais apresentam imagens das flores, e o cliente seleciona aquelas que despertam algum tipo de atração, seja pela beleza, exotismo, repulsa ou afinidade. Essa conexão emocional, estabelecida pela vivência com as imagens, pode revelar de forma mais rápida ou precisa a condição psíquica do indivíduo.

As essências florais, por sua natureza polar e complementar, expressam simbolicamente na forma e na função das plantas, dialogam com as emoções e catalisam, de modo simbólico, comportamentos semelhantes nos indivíduos. Com isso, promovem uma mudança no estado de humor, favorecendo o contato com recursos internos e incentivando uma auto-observação consciente.”

Ana Roxo – Enantiodromia e a Dinâmica dos Opostos para Jung e as Virtudes Opostas na Terapia Floral – Monografia – Especialização em Psicologia Junguiana – IJEP, Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa.

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